quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Decisões


  Minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto, enquanto eu pensava no que tinha acabado de fazer, pensava para onde iria, o que iria fazer e como minha mãe havia ficado. Arrependo-me de ter fugido de casa, mas quem mandou ela arrumar, de namorado, o melhor amigo do meu pai, com apenas uma semana de sua morte? Não poderia aguentar ver outro homem em minha casa e ainda nem ter superado a morte de meu pai.
  Liguei para minha melhor amiga, ainda chorando. Contei o que tinha acontecido e pedi para passar a noite em sua casa.
  Chegando lá, minha amiga começou a falar que eu estava errada, mas, naquele momento, eu queria apoio, não que pedras fossem atiradas em mim; precisava de apoio, mas se nem minha melhor amiga me deu, quem iria dar? Saí da casa dela, sem nenhum rumo, apenas vagando na cidade.
  Encontrei algumas pessoas, mexendo com droga, parei na frente deles e apenas observei. Fiquei parada, durante algum tempo. Eles me notaram, e ofereceram a droga. Sem pensar nas consequências, fiz a pior decisão da minha vida: Aceitei.
  Em nenhum momento, antes daquilo, havia pensado em mexer com drogas, nunca pensei que gosto teria, como seria, como eu me sentiria, e ali, naquele minuto, eu tive todas as resposta para essas dúvidas.
  Quando olho para o lado, vejo minha mãe e minha amiga. Minha mãe chorava como se eu estivesse acabado de morrer, minha amiga me olhava com cara de nojo e com os olhos cheios de lágrimas.
  Naquela hora, percebi o que tinha feito que eu estava errada, mas era tarde, não queria mais parar. Mesmo assim, minha mãe me levou para casa. Chegando lá, ela me trancou no quarto e foi para a sala chorar.
  Fiquei encolhida no canto do meu quarto, pensando no que tinha feito. As lágrimas, que estavam em meu rosto, secaram.
  Minha mãe entra no quarto e pergunta o que eu queria: ser uma drogada para o resto da vida ou se quero um tratamento. Olhei para o chão e fiquei pensando. Já tinha a feito sofrer demais, por uma coisa que quem tem que decidir é ela.
  Aceitei o tratamento e, finalmente, a fiz sorrir. Deu-me um abraço apertado e chorou novamente. Era choro de emoção, de orgulho!
  No outro dia, nós fomos atrás do meu tratamento, deu tudo certo.
  Quando acabou o tratamento e, finalmente, voltei para casa, lá estava àquele cara que, para mim, ainda era um ser estranho. Só que, dessa vez, eu não fiz nada, apenas dei um sorriso irônico e me acostumei.

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